Da Redação
Na iminência de abrir nesta sexta-feira os envelopes das pesquisas do Ibope e do Vox Populi para definir se será candidato ou não ao Governo do Estado, o senador Jaime Campos (DEM) descartou qualquer possibilidade de romper o acordo feito com o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB). Segundo Jaime, Às 17 horas de hoje já será possível anunciar o candidato da oposição ao Palácio Paiaguás, uma vez que as cúpulas de DEM e PSDB se reúnem as 15 horas para conhecer o resultado.
“Quem estiver 1 ponto na frente do outro será o candidato, com o apoio do outro”, disse o senador em entrevista ao programa Tribuna do Ouvinte (Rádio Cultura - AM 710). Para Jaime Campos, a aliança entre tucanos e democratas não corre risco de ser rejeitada pela população, já que vem sendo debatida há mais de um ano pela militância dos dois partidos.
Já adotando discurso opositor ferrenho a atual administração, Campos disparou inúmeras críticas a forma de fazer política do governador Blairo Maggi. Para Jaime Campos, o governador republicano não soube valorizar os aliados que o elegeram por duas vezes ao comando do Governo. “O DEM recebeu tratamento que não se dá a nenhum inimigo. Outras lideranças como Percival Muniz e Roberto França que o apoiaram em 2002 também o criticam pela postura”, disparou.
Jaime citou que o PT, que disputou as duas eleições contra Maggi com Alexandre César, em 2002, e Serys Slhessarenko, em 2006, foi contemplado com a secretaria de maior orçamento do Estado, a Educação.
Além da questão política, Jaime criticou vários pontos da gestão republicana em Mato Grosso, principalmente no tratamento dado as cidades de Cuiabá e Várzea Grande. “São as cidades que mais arrecadam para o Estado e não tem o retorno esperado pelo Estado”, afirmou. Para Jaime Campos, o Governo tem capacidade para investir de R$ 40 a R$ 50 milhões por mês nas duas maiores cidades do Estado.
Outros setores apontados por Jaime como críticos no Estado são a Segurança Pública e a Saúde. Ele citou os inúmeros casos de dengue registrados no Estado, onde a maioria está concentrado no interior.
Já na segurança pública, o senador apontou como uma “vergonha” os índices de violência no Estado. “Quando fui governador tinhamos uma segurança pública decente. Os índices de violência da época são 2% do que ocorrem hoje”, disparou.
Sobre o período em que governou o Estado, entre 90 e 94, o senador destacou que, embora a realidade econômica e política da época terem sido conturbadas, com inflação de 80% ao mês e o pedido de impeatchmant do ex-presidente Fernando Collor, foram realizadas inúmeras ações. Ele destacou que foram construídas 22 mil casas populares, 1000 quilômetros de asfalto, criou a Unemat, levou linhas de transmissão ao interior e promoveu uma grande reforma administrativa na máquina do Estado.
“Promovi uma gestão moderna no Estado. Hoje Mato Grosso colhe o que foi plantado lá atrás”, frisou. Jaime colocou ainda que na época em que administrou o Estado, o orçamento era de R$ 50 milhões anuais e hoje, supera R$ 10 bilhões.
Vice
Ao lembrar que o candidato da oposição ao Governo será lançado ainda hoje, o senador do DEM pondera que outras questões relacionadas a sucessão estadual serão debatidas em outro momento. Sobre a indicação do vice, que, nas especulações, seria proveniente da região Norte do Estado, o senador evitou confirmar articulação.
“Não tem nada definido. Vamos intensificar o diálogo e podemos até abrir espaço para outras legendas como o PP e o PPS”, destacou. A mesma observação o senador fez sobre as candidaturas ao Senado da coligação.
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