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Protesto mobiliza famílias e amigos de publicitário morto em assalto
Cuiabá / Várzea Grande, 05/06/2009 - 20:07.

Da Redação

Em silêncio, familiares e amigos do publicitário Cleiton Lucas Santiago, 32 anos, assassinado com dois tiros na cabeça durante um assalto em uma sorveteria da capital, na último dia 29, protestaram contra a falta de segurança no estado, nesta sexta-feira (5 de junho).

A “Caminhada pela Paz” que começou por volta das 17h em frente ao local onde aconteceu a atrocidade, na avenida coronel Escolástico, em frente à sorveteria Sorvetelle, se estendeu até a Igreja do Rosário, local onde os manifestantes fizeram uma oração pela alma do rapaz.

A mãe de Cleiton, Benedita Inocência Santiago, pediu por justiça. “Isso que aconteceu com o meu filho eu não desejo para ninguém. Ele não merecia isso, era um menino trabalhador. Eu quero justiça! Os bandidos que fizeram isso com ele têm que mofar na cadeia. A legislação deveria proteger inocentes e não os bandidos. Bandido não deveria ter direito a cumprir pena em regime aberto”, protestou a mãe de Cleiton aos prantos.

Segundo o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda de Mato Grosso (Sinapro), Júnior Brasa, o objetivo da caminhada foi homenagear a memória de Cleiton e fazer um alerta para o crescente índice de criminalidade em Mato Grosso.

“O que a gente pode constatar é que o número de latrocínios (roubos seguidos de morte), homicídios e assaltos só têm aumentado todos os anos na capital. A própria estatística da polícia civil mostra isso. O que eles fizeram, chegaram de bicicleta, sete horas da noite, em um lugar onde só tem família, chegaram atirando, voltaram e atiraram novamente no rapaz que já estava no chão... Isso mostra que os bandidos hoje não têm medo da polícia. A polícia no estado precisa se organizar melhor”, lamentou.

O aspirante Thiago José Ferreira, do 1º Batalhão da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência na sorveteria na noite do assassinato de Cleiton, participou da mobilização. O aspirante criticou a legislação, que segundo ele, só colabora com a impunidade. “Dois suspeitos já foram detidos, mas eu não garanto que vão continuar presos. Eu cansei de prender bandido e no outro dia encontrá-los no bar bebendo”, denunciou.




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