Folha Online
O empresário Oded Grajew afirmou nesta quinta-feira que o Senado Federal teve um falecimento "ético e moral" após a o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), ter sido absolvido pelos seus colegas no processo que pedia a cassação de seu mandato.
"Eu deveria pedir um minuto de silêncio pelo falecimento ético e moral do Senado Federal, mas eles não merecem", afirmou durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o conselhão.
Grajew ocupou durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o posto de assessor especial. Em julho, já havia pedido que o governo tomasse uma posição contra Renan Calheiros.
Renan era acusado de usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. O plenário do Senado, em sessão secreta, rejeitou o relatório que pedia a cassação de Renan com 40 votos pela absolvição, 35 contrários e 6 abstenções.
O presidente do Senado é alvo de mais três processos. O terceiro está sendo analisado hoje pela Mesa Direta da Casa.
Agências
Antes de iniciar sua fala, afirmou que o presidente deveria participar mais do conselhão. Afirmou ainda que é preciso definir o papel das agências reguladoras. "A serviço de quem elas estão?"
Ele criticou o fato de a ANP (Agência Nacional do Petróleo) permitir o uso excessivo de enxofre brasileiro no diesel, o que causaria a morte de 12 mil pessoas por ano no país.
Últimas notícias
21:15 - Washington comemora reestreia no topo e alfineta o São Paulo