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Dilemário apresenta Projeto que reconhece Cuiabá como "Amiga da Amazônia"
Cuiabá / Várzea Grande, 12/06/2007 - 15:24.

Da Redação

Na sessão de hoje (12), na Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Dilemário Alencar apresentou Projeto de Lei que reconhece Cuiabá Cidade Amiga da Amazônia. O Projeto tem como objetivo criar uma legislação municipal que elimine a madeira de origem ilegal de todas as compras públicas da Prefeitura Municipal de Cuiabá.

O vereador disse que espelhou a proposta do Projeto no programa Cidade Amiga da Amazônia desenvolvido pela ONG Greenpeace que incentiva municípios e consumidores a adquirirem madeira de origem legal e sustentável.

“A grande maioria da madeira consumida tem origem ilegal, e ao contrário do que muitos pensam, pesquisas disponíveis indicam que cerca de 85% de madeira produzida na Amazônia é consumida por brasileiros. Queremos com esta proposta transformar as compras municipais em política ambiental, adicionando um novo critério aos processos de licitação para compras de produtos e serviços que envolvam madeira da Floresta Amazônica”, justifica o vereador.

A Floresta Amazônica ocupa cerca de 49,29% do território brasileiro, ou seja, 4.196.943 km2. O desmatamento na Amazônia entre 2003 a 2005 chegou a alarmantes 23.130 km², a segunda maior da história e equivalente a mais de 8,6 mil campos de futebol por dia. No ano de 2006, o índice de desmatamento se manteve acima de 23 mil km².

No Estado de Mato Grosso, 54% da sua área territorial é ocupada pela Floresta Amazônica, que fica localizada no extremo norte, e constitui-se na maior reserva de madeira tropical do planeta. O desmatamento em nosso Estado era de 1% até 1970. Em 1999 passou para 15%, ou seja, em quase 30 anos foi desmatado em Mato Grosso uma área equivalente a França. Somente no ano de 2006, foi desmatado 426 km² de Floresta Amazônica, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

“O mundo discute formas de reduzir o aquecimento global, que se não for reduzido trará graves conseqüências à humanidade. Torna-se imperioso o estabelecimento de controles que estanque o consumo de madeira irregularmente retirada da Floresta Amazônica. Acredito que a Câmara Municipal aprovando este Projeto de Lei ajudará a contribuir de forma concreta para mudar este quadro, já que o município de Cuiabá deixará de incentivar a indústria madeireira que destrói ilegalmente a Floresta Amazônica e passará a beneficiar empresários que estão realmente comprometidos com o desenvolvimento sustentável da região”, defendeu o parlamentar cuiabano.


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