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“Indígena fala a língua dos colonizadores que querem a Amazônia”, diz deputado
Cuiabá / Várzea Grande, 08/06/2007 - 11:30.

Da Redação

Respondendo à crítica do presidente da Associação Indígena Halitinã, Genilson André Kezomae, veiculada no site 24 Horas News, o deputado estadual Adalto de Freitas (Daltinho- líder do PMDB na Assembléia Legislativa), afirmou que “não atacou os índios, mas o indigenismo”, que segundo o parlamentar “usa os índios como massa de manobra para defender os interesses internacionais”. O deputado Daltinho enfatizou que também não disse que os índios são obstáculos. “Pelo contrário, manifestamos que os índios merecem uma melhor qualidade de vida, ao invés de sobreviverem na condição de dependentes do governo, que muitas vezes submete os índios a viverem a mingua”, salientou.

O deputado respondeu à Kezomae que é um equívoco acreditar que o desenvolvimento é paradoxal à preservação ambiental. “É tentar afirmar que os brasileiros são uma sub-raça, incapaz de construir o desenvolvimento e ao mesmo tempo preservar a natureza”, analisou o deputado. “É curioso que o senhor Kezomae acredite que os colonizadores internacionais de hoje sejam diferentes e estejam do lado dos índios”, questionou. “Eles apenas encenam, para manipular os índios e ludibriar o restante da sociedade. Isso sim (!), é nocivo, pois prejudica a maioria ao impedir que o país se desenvolva”, fulminou o parlamentar.

Deputado Daltinho falou sobre a existência de informações levantadas pela Agência Brasileira de Informações (Abin), ligada às Forças Armadas, que desmascara a farsa do indigenismo apregoado por muitas ONGs. E que não passa de tentativa de manipulação da opinião pública a tese que defende a contradição entre desenvolvimento, necessidades dos indígenas e o meio ambiente. “Sugestionamento que só convence indivíduos mal informados, ingênuos, ou mal intencionados e serviçais”, disparou Adalto de Freitas, para a seguir arrematar: “A Abin constatou que a pirataria fatura US$ 100 milhões por ano com produtos da Amazônia”.

É preciso ter claro que a denominada exclusão social, maior responsável pela existência de mendigos, crianças e massacre da pobreza e, inclusive dos índios, nada mais é do que reflexo da política econômica a favor dos países ricos. “De maneiras que achar que só os índios são prejudicados, é se esquecer de milhões que vivem desempregados, na pobreza e sem condições mínimas de sobrevivência”, apontou o parlamentar. “É, sobretudo, um discurso racial divisionista, incompatível com a formação étnica de nosso povo, a maior raça do mundo e fortemente marcada pela miscigenação com os índios”, resgatou. “Na pratica é um discurso que defende os interesses de uma minoria. Não de uma minoria de indígenas, mas da oligarquia internacional, que tenta usar os povos indígenas como cavalo de tróia, pois é a oligarquia que de fato usufrui das riquezas do país”, ironizou o parlamentar. A seguir, o deputado enfatizou que são muitas as denúncias dando conta que está em marcha uma orquestração internacional, para conseguir a “independência” dos territórios indígenas. Numa segunda etapa viria a “internacionalização” das reservas, cujos mandatários seriam ONGs, sob a diretriz de interesses dos países ricos, que explorariam pedras preciosas, minérios e outras riquezas, apontou Deputado Daltinho. “Inclusive, em muitas reservas é proibida a entrada de cidadãos brasileiros, o que não ocorre em nenhuma outra parte do território nacional, pois a Constituição Federal assegura a todos o direito de ir e vir”, lembrou Daltinho. “Um grupo de estudantes pertencentes à diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), que participaram do Projeto Rondon, esteve em nosso gabinete parlamentar e denunciou que em muitas reservas indígenas, em muitos casos, até mesmo as Forças Armadas têm dificuldade para ingressar, proibidos por elementos estrangeiros ligados aos círculos de dominação internacional, que nem a língua portuguesa conhecem”, destacou Adalto.

O deputado afirmou que os interesses internacionais operam para retalhar o território brasileiro e, em especial, a Amazônia, para desagregar a unidade nacional e tomar posse das imensas riquezas da região. “Isso é tão patente, que nos EUA as crianças são ensinadas que a Amazônia é território internacional, em mapa mundial no qual o território amazônico está desvinculado do Brasil”, concluiu


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