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Polícia

Pais que deixaram criança morrer asfixiada num carro em Cuiabá depõe por 5 horas
19/12/2013 - 19h50   

G1

O pai do menino de dois anos que morreu no último dia 13 após ser deixado dentro do carro por quase cinco horas, em Cuiabá, disse em depoimento à Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (19) que nunca havia esquecido o filho no veículo e que não entende como isso ocorreu. A mulher dele, que é professora, também foi ouvida. A causa da morte foi asfixia por confinamento.

O depoimento do casal durou mais de três horas, segundo a delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e foi interrompido diversas vezes. “Os dois estão muito tristes e abalados. Choraram várias vezes enquanto respondiam as perguntas”, contou. O pai da criança já havia sido ouvido no dia do ocorrido, mas de maneira informal, devido ao estado emocional dele.

Conforme a delegada, o pai relatou que tinha o hábito de deixar o carro no estacionamento do banco onde trabalha, na Avenida Filinto Müller, e levar o filho a pé para a escola, que fica a poucos metros dali. Segundo o bancário, o menino costumava dormir no veículo no trajeto entre a residência da família e a escola e, no dia da morte, não foi diferente.

“Ele confirmou o que já tinha dito. Disse que, no final do dia, saiu do trabalho, pegou o carro e, como de costume, se dirigiu à escola do menino. E ao chegar ele se tocou de que não tinha ido lá naquele dia. Quando olhou para trás, viu o filho”, contou Anaíde. O menino ainda foi socorrido tanto pelo pai quanto por um médico que passava pelo local, mas não resistiu.

A mãe da criança disse à polícia que o bancário, com quem é casada há mais de 15 anos, sempre foi um pai muito amoroso, zeloso e participativo, que sempre teve a responsabilidade de levar os dois filhos à escola. O mais velho tem 11 anos. Anaíde disse que, por ora, não há evidências de que houve intenção de matar e que, por isso, o fato ainda é tratado como homicídio culposo. O caso será encaminhado à Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), que dará continuidade às investigações.

 

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