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Nacional

Rebeliões e motins nos presídios do estado de São Paulo deixam 15 mortos
18/02/2002 - 17h56   

UOL

As rebeliões em unidades penitenciárias no Estado de São Paulo deixaram pelo menos 15 mortos.

O secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, confirmou a morte de 13 pessoas entre o domingo e a segunda-feira.

Nesta segunda, segundo ele, três detentos morreram em Assis, dois em Ribeirão Preto, um em São Vicente e outro em Presidente Bernardes. No domingo, ocorreram três mortes em Hortolândia e três em Sorocaba.

A conta do secretário não inclui duas mortes ocorridas nesta segunda-feira no Cadeião de Pinheiros, apuradas pelo UOL News.

Mesmo com as 15 mortes, Furukawa disse que não houve uma "série de rebeliões", mas "casos isolados de assassinato".

Ele disse que a segurança foi reforçada nos presídios nesta segunda-feira por ser o aniversário da megarrebelião comandada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) no ano passado.

Pinheiros

No Cadeião de Pinheiros (na capital), por exemplo, até o momento foram descobertos dois mortos e dois feridos graves. De acordo com informações apuradas pelo UOL News, uma das vítimas seria do Comando Democrático da Liberdade, grupo que rivaliza com o Primeiro Comando da Capital, responsável pelas rebeliões que atingem hoje o Estado de São Paulo. A rebelião em Pinheiros acabou às 17h10 desta tarde.

Os presos que tomaram na tarde desta segunda-feira o cadeião exigiram a presença da imprensa para fazer uma série de reclamações. Segundo eles, muitos detentos do local já cumpriram a pena determinada pela lei. Além disso, os presos seriam agredidos pelos policiais quando saem para depor e teriam seus familiares "humilhados" nos dias de visita.

Duas rebeliões de presos aconteceram hoje na cidade de São Paulo, nas cadeias de Belém e Pinheiros. Além disso, motins são verificados nos presídios de Assis, Hortolândia, São Vicente, Sorocaba, Ribeirão Preto e Presidente Bernardes, todos no interior do Estado.

Aparentemente, os atos são realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), um grupo que atua nos presídios brasileiros, com maior força em São Paulo. Hoje faz um ano que o PCC provocou rebeliões em 29 presídios do estado de São Paulo. A data também foi marcada por atentados contra prédios públicos.

Atentados

Dois homens em uma moto jogaram uma granada nas imediações do Instituto de Previdência Municipal, na zona norte de São Paulo.

A explosão estilhaçou os vidros do instituto, mas não deixou feridos. Uma faixa foi encontrada no local com os dizeres "Oprimidos contra Opressores. Ass. PCC".

Segundo testemunhas, a faixa teria sido deixada por uma criança que teria vindo de um prédio do Cingapura (projeto de habitação popular de São Paulo) próximo ao local.

As informações são do delegado Marco Aurélio Bolzani, do 9º DP. Ele disse ainda que a granada atingiu uma árvore antes de chegar ao local, o que diminui os estragos causados por ela.

A granada usada no ataque, conhecida como M9, é de uso exclusivo das Forças Armadas, e sua principal característica é ferir mais pelos estilhaços do que pela própria explosão.

A Polícia Militar havia informado antes que se tratava de uma bomba e que quatro homens tinham participado da ação.

Esse é o quarto atentado contra órgãos públicos em São Paulo envolvendo o PCC.

Os outros três atentados foram direcionados à sede da Secretaria da Administração Penitenciária, no centro de São Paulo.

No terceiro atentado, por volta da 0h30, rapazes em um Tempra passaram em frente à secretaria e, ao verem um carro da PM estacionado no local, jogaram uma granada contra o veículo. Ela explodiu no chão, e uma mulher que passava no local ficou ferida.

Junto ao local, foi encontrada uma pochete com um pedaço de pano no qual estava escrito: "As eleições estão aí. Este é mais um aviso de que não estamos brincando. Parem com a opressão carcerária. 1533 PCC".

O primeiro atentado aconteceu na quarta-feira, quando uma granada foi atirada contra a secretaria de um Santana azul. Uma das portas de vidro do prédio foi destruída. Cinco funcionários ficaram feridos.

Os autores lançaram ainda uma pano com os dizeres: "Os oprimidos contra os opressores. Se não pararem os maus-tratos contra a comunidade carcerária, os atentados vão continuar".

Na noite da última sexta-feira, dois homens atiraram uma bomba de uma motocicleta. Duas mulheres que passavam pelo local ficaram feridas por causa dos estilhaços. Uma faixa foi encontrada no prédio da secretaria, assinada pelo PCC.

 

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