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Artigo do Dia

Mato Grosso e a Guerra do Paraguai
07/11/2013
Wilson Santos
  

As riquezas e a importantíssima localização do estuário dos rios platinos levaram as metrópoles portuguesa e espanhola a disputarem,durante vários séculos,cada palmo das terras coloniais na América do sul.

Separadas de suas metrópoles e agora independentes, as antigas colônias também brigaram pelo domínio sobre essa rica porção territorial gerando quatro guerras nas décadas de 1850 e 1860.

A maior e mais importante guerra na história das Américas foi a Guerra do Paraguai, que durou 5 anos e 5 meses(1864 - 1870), provocou a morte de aproximadamente 400.000 pessoas, das quais 300.000 paraguaias, 50.000 brasileiras, arrasando em todos os sentidos com o país guarani e aumentando expressivamente a dependência econômica do Brasil, Argentina e Uruguai do capital inglês.

Francisco Solano Lopes, presidente paraguaio, inicia a Guerra invadindo Mato Grosso com duas frentes de combate. Conquista Corumbá, Nioaque, Miranda, Bela Vista, o Forte de Coimbra e a Colônia militar de Dourados e ensaia vinda para Cuiabá.

Em Corumbá nossa força militar abandonou a cidade e facilitou a ação dos paraguaios; no Forte de Coimbra o comandante Porto Carrero e sua esposa lideraram uma pequena guarnição que resistiu o quanto pode, caindo ante a superioridade numérica do adversário; na colônia militar de Dourados, o alferes (aspirante a oficial) Antonio João Ribeiro, poconeano, antes de ser fuzilado junto com seu pelotão de 14 militares , expressou ‘eei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirão de protesto solene pela invasão do solo de minha pátria‘.

A defesa de Cuiabá foi comandada por Augusto Leverger, francês, naturalizado brasileiro, oficial de alta patente da nossa Marinha e que voluntariou-se para liderar a resistência aos paraguaios. Leverger montou nossa defesa às margens do rio Cuiabá, na região de Melgaço. A Guerra tomou mais importância no sul da América do Sul e a estratégia paraguaia abandonou a ideia de invadir Cuiabá.

A retirada de Laguna consistiu num dos maiores fiascos da história das nossas forças militares, com planejamento deficitário e sem o volume de informações necessárias, invadimos o Paraguai pelo sul de MT (hoje MS), atravessamos o rio Apa, entramos no território adversário e atingimos a fazenda Laguna, de propriedade do Presidente Solano Lopes. O inimigo tinha informações precisas do nosso contigente e da nossa movimentação em seu território e reagiu fortemente, expulsando as forças brasileiras, que tiveram aproximadamente 12.000 mortes, 24% do total das perdas brasileiras em toda a Guerra do Paraguai.

Com o fim da Guerra, a navegação nos rios platinos foram retomadas e o governo nacional passou a analisar propostas para integrar o território matogrossense ao resto do Brasil, surgindo as ideias da ferrovia Uberaba - Cuiabá e a ligação via telégrafo.

 
 
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